Corrida no ar: mexa-se com treino sem impacto

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    Por Anna Paula Lima

    Quem nunca sonhou em andar (ou no nosso caso correr) nas nuvens? Um treino sem impacto mas com a ativação muscular igual à da corrida de rua. Imagine cumprir uma planilha que prevê altos volumes de treino com qualidade efeitos musculares e cardiovasculares iguais aos do outdoor e a vantagem de eliminar o impacto e (claro!) o risco de lesão. Utopia de atleta? Não!

    “Ai lá vem o papo de esteira… odeio!” Também não! “Tem sim como poupar o corpo do alto desgaste articular imposto pelas passadas que não precisam mais ser duras e que às vezes merecem a leveza do ar.” Depois de ler isso cética visitei a clínica em São Paulo na nobre região da Praça Panamericana de um proprietário não menos notório o educador físico Márcio Atalla que soprou a letra e me apresentou à engenhoca moderna para um treino sem impacto único exemplar no Brasil: o Zero Runner.

    Atalla corre. Mas não na rua. Corre nessa tal maquineta para poupar seus joelhos do impacto e assim lançar mão deles para fazer o que mais gosta: jogar tênis. À primeira vista o aparelho parece um elíptico cujo movimento quem determina — como na esteira — é a máquina. Olhos atentos ao Zero Runner logo se dão conta de “pernas” com articulações com altura equivalente à dos joelhos e quadris.

    No nosso caso gostamos de alimentar a paixão pela corrida. Então por que não guardar o impacto do asfalto das ruas para alguns treinos somente ou provas-alvo? Para quem tem lesão (e até para quem pensa em prevenir) uma ideia inteligente pode ser dividir o volume de treinos numa espécie de “poupança” do corpo.

    Pés ávidos e curiosos em pisar na máquina. Como é que a gente movimenta isso? Exatamente como se estivesse correndo. Mas a ideia da suspensão no aparelho causa um estranhamento inicial. Não vale o movimento conhecido do elíptico. Tem de mover pés e pernas como nas ruas. Demora um pouquinho para pegar afinal é um “caminho” novo. Mas depois é como andar de bike você não esquece. O pulo do gato é transferir o peso de um lado para o outro como na corrida habitual mas num treino sem impacto.

    Além da ausência de impacto dá para controlar a amplitude das passadas com um simples comando no painel avaliar se está o.k. e fazer a correção em caso de mudanças no padrão.

    A ideia do Zero Runner saiu de estudos sobre cinesiologia e cinemática focados num treinamento que permitisse simular a corrida com a sensação natural e todos os benefícios de um treino ao ar livre — mas sem o impacto e o estresse no corpo. Daí uma empresa americana que só fabricava elípticos a Octane deu forma ao aparelho e lançou por lá no ano passado. Chega ao Brasil num primeiro lançamento vamos dizer assim “soft” neste segundo semestre. Segundo Lucas Guimarães da Pacefitness a rede de lojas especializadas em equipamentos de ginástica Fit4 Store fará a distribuição.

    (Reportagem publicada na revista O2 edição #147 de Agosto de 2015)

     

    Esta matéria foi produzida no site ativo.com

     

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