Déficit de atenção

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    O que é o déficit de atenção?

    É um distúrbio que foi descrito pela primeira vez no ano de 1902 e que já recebeu inúmeras denominações em todos esses anos. As mais conhecidas entre o público são talvez síndrome da criança hiperativa disfunção cerebral mínima e lesão cerebral.

    O termo déficit de atenção foi oficialmente adotado em 1994 pela Associação Americana de Psiquiatria. O transtorno pode ou não ocorrer concomitantemente com hiperatividade. Estudos apontam que tal disfunção acomete em média de 3 a 7% das crianças em todo o mundo sendo mais comum em meninos do que em meninas. Nas meninas o tipo clínico que prevalece é o de desatenção sem evidências muito grandes de hiperatividade. Em adultos a média de portadores é de 4% do total.

    Este transtorno é a mais frequente causa de fracasso escolar no entanto ele não se limita à infância. Acreditava-se que aos poucos os sintomas iam diminuindo porém pesquisas recentes indicam que o distúrbio permanece na adolescência e continua na vida adulta. O que ocorre é que crianças com o transtorno têm mais dificuldade em esconder os sinais do que jovens e adultos desta forma facilmente notamos que elas sofrem de hiperatividade ou de déficit de atenção.

    Agente causador

    Este distúrbio é caracterizado pela incapacidade ou pela dificuldade em prestar atenção adequadamente por um período de tempo suficiente. Ele é mais comum em meninos do que em meninas e se desenvolve principalmente na idade escolar. O problema tende a se arrastar pela juventude e vida adulta.

    O fator desencadeante de tal condição é genético. O déficit de atenção é hereditário e provocado por anomalias nos neurotransmissores substâncias responsáveis por conduzir os impulsos elétricos no cérebro. O ambiente escolar e familiar podem acabar agindo como gatilhos do processo.

    Como se descobre a doença (diagnóstico)

    Diante dos sinais muitos pais costumam levar seus filhos para uma devida avaliação. O diagnóstico é baseado na frequência na quantidade e também na gravidade dos sintomas. Em algumas situações pode ser um pouco difícil chegar a uma conclusão já que é preciso muita observação. Além disto a grande maioria dos sintomas é indefinido e não específico ou seja estão presentes em uma série de outras condições.Déficit de atenção

    Para ajudar na conclusão o médico irá colher o histórico do paciente e entrar em contato com familiares e conhecidos. No caso de adolescentes é também viável conversar com professores e amigos. Devido à sua característica genética casos na família podem auxiliar no correto diagnóstico. Através de uma série de exames e testes o profissional vai montando uma escala com pontuações para os sintomas de forma a definir a investigação diagnóstica.

    Após chegar a uma conclusão o médico informa a família. É preciso um esforço em conjunto para que a vida da criança seja a melhor possível. O déficit de atenção pode atrapalhar em diferentes sentidos. O aprendizado fica extremamente prejudicado assim como a relação com outras pessoas. É necessário um grande esforço para evitar muitas preocupações.

    Sintomas

    O déficit de atenção é um problema de manutenção de atenção. A pessoa tem dificuldade em se concentrar e em persistir em tarefas. Uma criança com o distúrbio costuma também ser hiperativa e impulsiva porém isto não é regra.

    Muitas crianças em idade escolar apresentam os sinais. Elas são ansiosas e possuem problemas de comunicação e de sociabilização. A grande maioria vai mal na escola enquanto que uma parcela manifesta até mesmo depressão e rebeldia. De uma forma geral alguns dos sintomas são:

    • Dificuldade de concentração;
    • Desorganização;
    • Esquecimentos;
    • Impaciência;
    • Agitação;
    • Baixa tolerância à frustração;
    • Hábito de falar muito;
    • Pouca noção de perigo;
    • Dificuldade em permanecer sentado.

    Estes são os sinais mais comuns de déficit de atenção. Muitos outros podem estar presentes. Diante destes sintomas não deixe e entrar em contato com um médico. A falta de concentração pode ser perigosa além de prejudicar o aprendizado e as relações.

    Prevenção

    Não há uma forma exata de prevenção para o déficit de atenção. O transtorno é genético e é passado entre os familiares como uma disfunção nos neurotransmissores. Desta forma nenhuma medida pode ser tomada para evitar a condição.

    No entanto quanto antes ela for diagnosticada melhor será o tratamento. Crianças com este distúrbio podem crescer com muitas dificuldades as quais atrapalharão a juventude e a vida adulta. O tratamento precoce auxilia no reduzir dos efeitos e ajuda para uma qualidade de vida melhor. Pais necessitam ficar atentos às crianças e levá-las a um médico sempre que algo de incomum for notado. É importante também manter contato com amiguinhos e professores para colher informações a respeito do comportamento dos filhos.

    Tratamento

    Muitos medicamentos podem ser usados com o intuito de reduzir o déficit de atenção. Psicoestimuladores por exemplo são fármacos bastante eficazes nesta luta. Crianças com a disfunção necessitam do acompanhamento de um psicólogo. Geralmente as sessões associadas aos medicamentos surtem bons resultados.

    É preciso criar hábitos e rotinas. Uma série de técnicas é utilizada para diminuir a desatenção. Alguns medicamentos podem ser prejudiciais ao organismo da criança portanto é preciso ter cuidado. Além disto estes remédios tendem a produzir efeitos colaterais como falta de apetite tristeza dores de cabeça depressão hipertensão arterial e insônia por exemplo.

    O prognóstico é um pouco difícil. Normalmente os sintomas persistem mesmo com o passar dos anos. Este indivíduos sofrem com fracasso nos estudos com baixa auto-estima com ansiedade e com depressão. No entanto parece que o déficit de atenção atrapalha mais nos estudos do que no trabalho.

    Quando não recebe o devido tratamento a condição pode levar ao suicídio ou ao uso abusivo de drogas as quais liberam a pessoa por alguns momentos do estado de sofrimento. É muito importante manter o acompanhamento psicológico e os pais não podem deixar de ajudar.

    O tratamento é constante e multimodal. Os medicamentos auxiliam na diminuição dos sintomas. Todas as orientações médicas devem ser seguidas à risca para que não ocorram recidivas. Escolas especiais podem auxiliar no sentido de um melhor aprendizado. O importante é persistir e nunca desistir.

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