É por isto que algumas pessoas (não) devem perdoar uma traição

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Em declarações ao jornal ‘El País’, os sexólogos José Bustamante e Emma Placer referem que o perdão por parte da pessoa que foi traída está muitas vezes dependente de diversos factores. Se por acaso está a sentir na pele o sabor de uma traição, eis o que deve ter em conta na hora de perdoar (ou não) a sua cara-metade.

Se a traição foi tornada pública

De uma forma geral, uma mulher perdoa mais facilmente do que um homem. De acordo com José Bustamante, a resistência do sexo masculino em pôr para trás uma traição depende muito do número de pessoas que tiveram conhecimento da infidelidade. Mas porquê? Em grande parte devido ao estigma social de “cornudo”. “Tem tudo a ver com o critério da masculinidade, que se vê mais ofendida sobretudo se a infidelidade transcender o círculo social”, explica. “Quando a infidelidade ficou entre o casal, então há mais homens que decidem perdoar, apesar de ainda estarem em minoria.”

O conceito de infidelidade

Se para certas pessoas um simples beijo pode ser considerado uma infidelidade, para outros a noção de traição está associada aos laços emocionais ou contacto sexual estabelecidos com uma pessoa fora da relação. “Não existe uma definição global do que é a infidelidade. Em consulta são apresentados diferentes perfis, pessoas que se sentem atraiçoadas e enganadas pelo facto dos seus parceiros terem uma relação cibernética de caráter afetivo-sexual, apesar de nunca terem tido contacto físico, e para outros a traição vem da ejaculação sexual propriamente dita”, refere a sexóloga Emma Placer.

O efeito que a infidelidade tem a nível pessoal

No caso de uma traição, a autoestima e a confiança da pessoa traída são quase sempre afetadas sendo necessário que se faça uma avaliação sobre o assunto antes de tomar qualquer decisão. “Para muitas pessoas a infidelidade aparecer como uma das piores coisas que o parceiro nos podia fazer, sobrepondo-se às faltas de respeito mas nunca às agressões”, refere José Bustamante sublinhando que para além disto “a dinâmica da relação” também é afetada não sendo algo fácil de refazer de um dia para o outro.

Se o traidor foi apanhado em flagrante

“Nos casos em que se apanha o outro em flagrante é muito complicado desbloquear essas imagens no nosso cérebro, sendo necessário fazer um trabalho intenso para atingir a recuperação”, refere Emma Placer que faz questão de enaltecer o seguinte: para que alguém descubra que está a ser traído é necessário que essa mesa pessoa também acabe por cometer uma espécie de traição. “Quase 90% das infidelidades são descobertas nas redes sociais ou mensagens instantâneas, o que acaba por ser uma traição dupla: quem descobre que está a ser enganado também invadiu a intimidade do parceiro ao espiar o telefone ou computador.”

Conclusão

Apesar de muitos casais acreditarem não ser possível ultrapassar uma traição, a verdade é que há quem o faça e de forma brilhante. O importante é procurar ajuda junto de um sexólogo ou terapeuta que auxilie a parte traída no processo de recuperação, que ajude a compreender as motivações que estiveram na origem da traição e guie o casal na construção de uma nova relação.

“É curioso, mas são muitos os casais que apesar da dor, fazem bem as coisas e reconhecem estar muito melhor agora do que antes do tsunami emocional da infidelidade”, conclui Bustamante.

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