É uma golden lady?

Há mulheres que não passam sem sol e outras que fogem dele como o Diabo da cruz. Saiba quais são os comportamentos que geram tanofobia e tanoréxia.

Conheça a tanoréxia e a tanofobia pois, como em tudo na vida, os extremos não são bons. Dizemos-lhe como evitá-los e, sobretudo, como aprender a lidar com estas situações. Tão prejudicial e desaconselhável como o vício de estar permanentemente morena (tanoréxia) é a obsessão excessiva em proteger-se do sol (tanofobia). Tanto um problema como o outro têm perigosas consequências, que é preciso aprender a evitar, encontrando um ponto de equilíbrio.

Ninguém fica indiferente ao permanente e intenso bronzeado que exibem celebridades como o estilista Valentino e o cantor Julio Iglesias ou, na versão feminina, Victoria Beckham ou Lindsay Lohan. Da mesma forma que também não o é a palidez excessiva, quase doentia, da atriz australiana Nicole Kidman. Segundo consta, a intérprete de «As horas» e «Moulin Rouge» chega a colocar filtros nas janelas para não ser atingida pelos raios de sol.

Outras famosas viciadas em palidez são Dita Von Teese ou Scarlett Johansson. O certo é que ambas as posturas roçam aquilo que os dermatologistas consideram perigosos vícios estéticos, nomeadamente a tanorexia ou obsessão pelo bronzeado, por oposição à tanofobia, também conhecida como o medo do sol. Um problema que também é muito comum.

Morena todo o ano

Segundo Manuela Cochito, dermatologista, «a tanorexia é, efetivamente, uma obsessão em estar bronzeado». Este desejo compulsivo de estar morena todo o ano é abolutamente doentio. Trata-se de um transtorno dismórfico corporal, incluído no termo dismorfofobia, que engloba outros como a anorexia (distúrbio alimentar resultante da preocupação excessiva com o peso), a vigorexia (dependência do desporto), entre outros.

Foi um vício muito impulsionado pelo casal Beckham, mas já há mais personalidades a cair nas suas malhas, como o estilista Valentino ou a atriz Lindsay Lohan. Os tanoréxicos, para além disso, têm tendência para ser clientes assíduos dos solários. Uma sessão de sete ou oito minutos equivale a um dia inteiro de exposição solar. De acordo com a dermatologista, «para a nossa pele estar bronzeada, temos de a expor a raios ultravioletas, sejam naturais ou artificiais (como é o caso dos solários)».

«Mas, como tem sido largamente divulgado, essa exposição acarreta riscos de cancro cutâneo e de fotoenvelhecimento. Assim, trata-se de uma situação perigosa para a saúde», refere. Em alternativa, sugere que «pode tentar convencer-se essas pessoas a usarem autobronzeadores, que não são nocivos», acrescenta ainda a especialista.

São vários os sintomas desta obsessão, nomeadamente, ansiedade por não perder o tom, competição com familiares e amigos para ver quem é que está mais bronzeado e distorção da realidade (mesmo que estejam muito morenos, veem-se sempre brancos). Como consequência, pode-se verificar o aparecimento precoce de rugas e manchas, envelhecimento prematuro da pele, queratoses solares e o risco de cancro da pele é três vezes maior.

 

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