Episiotomia

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    O que é episiotomia?

    É um corte cirúrgico realizado na região entre o ânus e a vagina com o intuito de facilitar a passagem do bebê durante um parto normal. A episiotomia foi realizada como procedimento de rotina em partos durante muito tempo no entanto desde a década de 1980 existem evidências científicas sólidas indicando a abolição de uma prática rotineira.

    O fato é que muitos médicos dizem ser mais fácil para a mulher se recuperar deste rasgo feito com cuidado em seu corpo do que de uma laceração irregular durante a passagem do bebê. Entretanto milhões de mulheres já tiveram sua vagina e vulva cortadas sem necessidade médica. Muitas acabam submetidas a este corte desnecessariamente que ao invés de promover saúde genital e saúde para o bebê pode as deixar com menos libido dores durante a relação sexual incontinência fecal e deformidades. É preciso portanto muita cautela na hora da decisão além de ser fundamental uma conversa com um médico de confiança.

    Quando é indicada

    Não há unanimidade com relação à prática da episiotomia. No Brasil ela ainda é largamente utilizada em grande parte dos partos normais havendo ou não necessidade. Conforme mencionamos alguns profissionais afirmam que o pequeno corte é necessário para a passagem do bebê e que a mulher se recupera melhor de um corte feito com cuidado do que de uma laceração natural.

    Todo procedimento deve ser autorizado e a episiotomia somente deve ser feita quando a mulher concordar. Geralmente ela é indicada em casos de mulheres com rigidez no períneo em casos em que o bebê está sentado sofre com excesso de peso ou nascerá prematuro.

    Como é o procedimento

    O procedimento é realizado durante o parto com a utilização de anestesia podendo ser tanto geral como local dependendo do caso. Um pequeno corte é feito em uma região que contem músculos vasos e nervos entre o ânus e a vagina. O corte em si é que recebe o nome de episiotomia e o procedimento de uma forma geral é tranquilo.

    No entanto nem sempre é indicado tal corte sendo que em alguns casos a mulher é exposta a riscos e a deformações sem necessidade médica. Por este motivo o procedimento é tão polêmico já que muitas mulheres acabam sofrendo com perda da libido com dores durante a relação sexual com incontinência fecal perda de sensibilidade na região e deformações sem uma real necessidade.episiotomia

    Mulheres que não queiram realizar a episiotomia devem conversar com o médico para que outras medidas sejam tomadas. Existem algumas massagens especiais que podem ser realizadas no períneo antes do parto com o intuito de minimizar o risco de lacerações por exemplo.

    Quais são os preparativos

    De uma forma geral os preparativos para a episiotomia são os mesmos que para o parto normal. O pequeno corte é realizado durante o parto em si com o intuito de facilitar a passagem do bebê e de diminuir transtornos para a mãe e para o seu corpo. O procedimento pode ser feito com anestesia tanto local quanto geral.

    A episiotomia quando não bem feita pode gerar uma série de complicações por isto é importante a mãe buscar informações acerca do procedimento antes de autorizar a realização do mesmo. Em algumas situações é somente quando a cabeça do bebê já está aparecendo que o médico decide pelo corte no entanto também existe a possibilidade da decisão ser tomada ainda no período pré-natal.

    Riscos e efeitos colaterais

    Não há unanimidade com relação à prática. Algumas mulheres e médicos preferem evitar visto os riscos envolvidos quando de um corte mal feito ou desnecessário. No entanto a episiotomia quando necessária e bem feita é rápida e indolor basta um pequeno corte que logo cicatriza.

    Entretanto quando o corte não é bem feito ou quando os pontos não cicatrizam devidamente pode haver perda da sensibilidade na região incontinência fecal frouxidão na região perineal e deformações. A mulher pode perder a capacidade de contenção de órgãos como o intestino e pode passar a sofrer com dores durante a relação sexual além de perda da libido.

    O que ocorre após o procedimento

    Quando o procedimento ocorre normalmente o corte tende a cicatrizar em cerca de seis semanas. Durante este período a mulher deve evitar realizar esforços e não deve ter relações sexuais.

    Caso ocorram problemas na hora do parto ou caso o corte não cicatrize corretamente a mulher terá que passar por alguns procedimentos e exames de forma a identificar os problemas e tentar reverter o quadro desta incisão malfeita.

    É importante que o médico instrua a mãe e converse com ela sobre a episiotomia. Muitas vezes já no período pré-natal dá para saber se a mesma será ou não necessária. Além disto é a mulher quem deve tomar todas as decisões que envolvam o seu corpo desde que ciente das consequências.

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