HIPERQUERATOSE

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    O que é hiperqueratose?

    É um quadro que pode ser decorrente de diversas complicações. Quando se manifesta é devido ao excesso de queratina um tipo de proteína. Com isto ocorre endurecimento da pele associado ou não a outras manifestações sistêmicas. A hiperqueratose palmo-plantar epidermolítica é uma das mais frequentes. As manifestações são por outro lado bem variadas. Devido a esta variabilidade é ainda um pouco mal compreendida. Atinge regiões específicas e pode ser manifestação de alguma outra doença ou apenas devido à ligação genética.

    O mecanismo que leva à produção excessiva de queratina ainda é bem pouco compreendido e há discordância entre autores. Sabe-se que pode ser decorrente de diversas manifestações clínicas. Com relação à morfologia da disfunção nota-se que é focal difusa e punctata. Pode ser algo restrito às regiões palmo-plantares ou ainda se espalhar por locais como joelhos e cotovelos. O curso pode ser tanto estável quanto progressivo agravando-se com o chegar de uma idade mais avançada.

    As manifestações podem ter início já nas primeiras semanas de vida e a grande maioria tem padrões de herança autossômica dominante. Apesar de não se ter muitos detalhes ainda sobre tal complicação é preciso uma avaliação médica diante dos sintomas para o monitoramento do organismo.

    hiperqueratose

    Agente causador

    O excesso da produção de queratina leva ao desenvolvimento do quadro. Esta é uma proteína encontrada em humanos e também em animais. Nos seres humanos ela cobre as células da epiderme formando com isto uma camada. É de vital importância a sua presença no organismo já que protege contra agressões externas como choques radiação solar chuvas e ventos por exemplo.

    Devido a sua estrutura a queratina é impermeável resistente e elástica. É muito importante também na proteção dos cabelos e na manutenção da saúde destes. As células quando queratinizadas são mortas. Entretanto continuam a exercerem as suas devidas funções. Ela está presente por exemplo nas escamas dos répteis e nos chifres cascos e garras de outros animais.

    Como se descobre a doença (diagnóstico)

    Através de análise clínica e do histórico do paciente é possível começar a suspeitar de um caso de hiperqueratose. As lesões são bem notáveis entretanto é preciso se fazer um diagnóstico diferencial para poder dar início a um tratamento mais adequado.

    É importante o histórico do paciente para se pesquisar possíveis doenças ou complicações que possam ter levado a tal disfunção. Um exame histopatológico é fundamental pois é um dos únicos capazes de diferenciar as manifestações clínicas da hiperqueratose das de outras doenças. Este exame consiste na análise microscópica de tecidos que foram previamente removidos do paciente através de uma biópsia. No laboratório de patologia os tecidos retirados das lesões são obervados cuidadosamente e é possível se descobrir a origem das destas e o tempo de evolução das mesmas.

    Após uma coversa com o paciente a devida análise clínica e os exames laboratoriais indicados pode-se chegar à certeza de que se trata de um caso de hiperqueratose. O tratamento precisa ser iniciado o quanto antes para que tal condição não progrida ou gere mais complicações.

    Sintomas

    O mais notável nestes casos são as lesões que podem surgir desde o início da vida do paciente. Estas podem ficar localizadas na região palmo-plantar ou ainda se espalharem por outros locais como joelhos e cotovelos. Algumas tendem a piorar com o passar dos anos. Já em outras situações estas permanecem estáveis por longos períodos.

    As marcas são amareladas e com bordas bem delimitadas. Em muitos casos há a formação de um halo eritematoso contornando a região. A superfície que foi afetada seja a região das mãos dos pés dos joelhos ou cotovelos costuma adquirir uma aparência de pele de cobra. É frequente a formação de bolhas nos locais das lesões.

    micose de pele

    Quadros de hiperidrose são notados em alguns pacientes quase sempre relacionados a infecções fúngicas. Não é frequente a extensão das lesões para as regiões nas laterais dos dedos assim como alterações a coxins falangeanos. Portanto os principais sintomas relacionados à hiperqueratose são:

    • Lesões com bordas bem delimitadas;
    • Marcas amareladas nas regiões das mãos pés joelhos ou cotovelos;
    • Aparência de pele de cobra nestas regiões.
    • Bolhas nas lesões;
    • Hiperidrose.

    Prevenção

    A hiperqueratose tende a se manifestar ou a piorar em intensidade geralmente no período do verão quando a transpiração é maior. Com isto a região fica desidratada e a pele ressecada. Portanto neste período é muito importante a hidratação dos pés mãos joelhos e cotovelos. Cremes com ureia ou com outros queratolíticos são indicados não somente para a prevenção como também para o tratamento deste problema. Outros mais oleosos com lanolina e vaselina por exemplo são perfeitos para o uso diário.

    Evite usar calçados abertos e pisar mais forte de um lado do que do outro. Obesidade também é um fator contribuinte para esta disfunção portanto cuide da sua alimentação e pratique atividades físicas. Nem que seja uma simples caminhada pela manhã. Alterações hormonais como as causadas pelo hipotireoidismo ou pela menopausa por exemplo podem contribuir para o quadro. Caso você sofra com algum tipo de alteração hormonal não deixe de consultar um médico para uma análise diagnóstica.

    Tratamento

    Cremes hidratantes como os mencionados acima podem ser indicados em casos mais suaves de hiperqueratose. Já em situações mais preocupantes outros fármacos tópicos e orais podem ser indicados pelo médico especialista. O tratamento visa basicamente a amenização dos sintomas.

    Banhos de imersão em água com sal são úteis pois ajudam na hidratação. Vitaminas como C e E podem ser prescritas já que são agentes antioxidantes e podem ajudar na renovação celular. A qualidade de vida da pessoa também influi muito no resultado e na eficiência do tratamento. É bom evitar andar com pés descalços ou com calçados muito abertos assim como é necessário manter uma dieta rica em vegetais legumes e frutas. Não há cura para esta disfunção porém os sintomas podem ser efetivamente tratados. Quando o tratamento é feito com disciplina e quando os devidos cuidados são permanentes a melhora costuma ser bastante considerável. Diante de qualquer problema não deixe de consultar um médico.

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