Hipopituitarismo

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    O que é hipopituitarismo?

    É uma condição caracterizada pela síntese anormal de alguns ou de todos os hormônios produzidos pela glândula pituitária. Esta glândula fica localizada dentro do crânio mais exatamente dentro de uma estrutura óssea que recebe o nome de cela túrcica. Quem controla a síntese dos hormônios é o hipotálamo sendo que é responsável pela produção de uma série de hormônios como o TSH que controla a tireoide o ACTH que controla as supra renais o FSH e o LH que atuam nas gônadas o GH que é conhecido por hormônio de crescimento o prolactina que atua no processo de lactação e o ADH que é responsável pela retenção de água no organismo.

    A pituitária participa no funcionamento de diferentes glândulas do corpo humano. Com isto qualquer problema no seu funcionamento leva a problemas em outras partes do organismo. O hipopituitarismo pode ser dividido em três espécies: o mono- hipopituitarismo o hipopituitarismo parcial ou o pan- hipopituitarismo.

    No mono-hipopituitarismo apenas a secreção de um hormônio é afetada. No hipopituitarismo parcial a secreção de diversos hormônios é afetada. Já no pan-hipopituitarismo a secreção de todos os hormônios é afetada.

    Diante dos sintomas um médico logo deve ser consultado. O tratamento é baseado na remoção da causa na reversão da deficiência hormonal e no controle das consequências provocadas pela situação.

    Agente causador

    Muitas são as causas que podem levar a tal disfunção. O hipopituitarismo é a síntese reduzida de um ou mais tipos de hormônios produzidos pela glândula pituitária. A causa mais observada para tanto é a presença de tumorações que conforme vão crescendo vão prejudicando cada vez mais a atuação da pituitária alterando desta forma a produção hormonal. Além disto qualquer lesão que seja provocada na região como devido a um traumatismo craniencefálico por exemplo pode alterar as funções da mesma.

    Outra possível causa do hipopituitarismo é a circulação sanguínea prejudicada. Problemas na irrigação local podem ser provocados Hipopituitarismopela presença de tumores devido à compressão de vasos que nutrem a região. Tratamentos de tumores de hipófise também podem levar à condição tanto devido à radioterapia como devido à ressecção cirúrgica.

    Como se descobre a doença (diagnóstico)

    Diante de sintomas de deficiência de um ou mais hormônios geralmente o médico solicita o estudo do caso. Uma cuidadosa análise clínica deverá ser feita assim com as manifestações da disfunção serão avaliadas.

    O diagnóstico precisa ser confirmado com a ajuda de alguns testes e exames. É importante que outras condições sejam descartadas de forma a se recorrer ao melhor método de tratamento. Exames laboratoriais como a colheita de sangue para análise visam detectar alterações nos níveis de hormônios sendo que geralmente os que são produzidos pelo lobo anterior da hipófise e os que são produzidos pelas glândulas alvo são os medidos.

    Algumas vezes não basta tirar o sangue para medir os níveis de hormônios basais. É necessário então que se faça uma verificação do funcionamento da hipófise diante de estímulos de secreção. Provas de estimulação são excelentes métodos para a confirmação do caso. Depois de feito o diagnóstico bioquímico o profissional irá procurar lesões existentes com o auxilio de exames de imagem assim como a presença de tumores. Para tanto tomografias computadorizadas da região ou ressonância magnéticas nucleares costumam ser de grande ajuda.

    Após a certeza do diagnóstico o tratamento mais adequado deve ter início. O hipopituitarismo pode provocar sérias complicações em diferentes regiões do corpo humano sendo que necessita portanto ser controlado o quanto antes.

    Sintomas

    Os sintomas variam de acordo com os hormônios em deficiência. Quando o hormônio reduzido é o GH por exemplo é comum observar um atraso de crescimento e baixa estatura em crianças. Quando o prolactina é afetado geralmente ocorrer dificuldade em amamentar após o parto. Caso o TSH seja alvo há uma redução no funcionamento da tireoide levando a sintomas como cansaço aumento de peso pele pálida e confusão mental.

    Ao atingir os níveis de hormônios ACTH o hipopituitarismo provoca fadiga perda de peso fraqueza muscular náuseas e diarreia. Quando acomete os níveis de LH e de FSH há presença de secura vaginal dor durante as relações sexuais e amenorreia nas mulheres. Nos homens provoca diminuição na produção de esperma infertilidade e disfunção sexual erétil por exemplo. Outros sintomas podem ser notados dependendo da produção hormonal acometida. O ideal é que diante de qualquer sinal um médico seja consultado pois o tratamento passa a ser mais eficiente.

    Prevenção

    O hipopituitarismo pode ser provocado por inúmeros fatores conforme foi mencionado acima. Traumas e lesões são decorrências possíveis de uma série de situações e a prevenção pode ser feita através de hábitos de vida saudáveis.

    Todas as pessoas deve consultar um médico regularmente. Exames de rotina também precisam ser realizados. Tumores e outras complicações podem ser precocemente detectados e com isto impedir transtornos possíveis. O prognóstico é habitualmente positivo embora algumas pessoas tenham que aprender a conviver com a condição.

    Tratamento

    O tratamento costuma ser bastante variado dependendo do que vem causando tal distúrbio da idade do paciente do sexo e do tipo de hormônio afetado. O objeto principal é substituir os hormônios em déficit.

    A disfunção na produção de TSH e de ACTH precisam ser obrigatoriamente tratadas pois não é possível viver com a falta destes. Para tanto são realizadas substituições terapêuticas. Já a deficiência nas gonadotrofinas pode ser revertida com injeções de testostenora nos homens e com o uso de comprimidos de estrogênio nas mulheres.

    A disfunção dos hormônios de crescimento pode ser tratada na infância com a administração de injeções hormonais diárias. Quando detectada em adultos uma terapêutica é indicada somente em casos graves e em situações que haja diminuição na qualidade de vida pois pode ser um tratamento caro.

    Independente dos hormônios afetados toda espécie de hipopituitarismo necessita de tratamento. Este deverá ser continuado e pode levar o resto da vida sendo que muitas pessoas aprendem a conviver com o transtorno. Em casos de lesões tumorais a cirurgia ou a radioterapia são opções consideradas. Diante dos sinais um médico deve ser consultado para que a melhor alternativa de tratamento tenha início.

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