Linfoma de Hodgkin

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    O que é?

    Chamado no passado de Doença de Hodgkin é um tipo de câncer que se desenvolve nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático que é um agrupamento de órgãos e tecidos responsáveis pela produção das células do sistema imunológico e pela criação de vasos que distribuirão pelo corpo inteiro esse líquido composto de células chamado de linfá.

    A característica central da doença é a presença da célula Reed – Sternberg que possui grande quantidade de citoplasma sendo também binucleada ou seja possui dois grandes nucléolos assemelhando-se a olhos de coruja.

    Os dois tipos mais frequentes que acometem o sistema linfático são o Linfoma de Hodgkin e o Linfoma Não-Hodgkin.

    A incidência do linfoma de Hodgkin é maior em homens (1600) do que em mulheres (1270). Óbitos em ocorrência à doença em média é de 483 casos; 260 homens; 223 mulheres.

    É tida como uma das formas de câncer que melhor responde ao tratamento. Taxa de cura atual é de 75%. Cerca de 90% dos indivíduos que são portadores da doença no estágio inicial e 50% dos que se encontram no estágio mais avançado vivem mais de 10 anos após o tratamento sem recaídas.

    linfoma de hodgkin

    Causas

    São desconhecidas a maneira de se prevenir à doença e a razão de sua ocorrência ou seja as causas da sua manifestação. Há uma tendência de se acreditar que a exposição do indivíduo a altas doses de radiação e ou de herbicidas possam aumentar as chances de que seja desenvolvida doença apesar de não haver históricos de pacientes que tenham sofrido exposição à radioterapia ou quimioterapia. Existe uma tendência entre indivíduos que apresentam deficiência imunológica ou que tenham se tratado com altas doses de drogas imunossupressoras para outros males tal como transplante de coração rim artrite reumatoide doença renal crônica lúpus eritematoso sistêmico.

    A opinião dos especialistas é de que a doença não tenha fundo nem padrão hereditário pois não há nenhum indício de transmissão genética.

    Sintomas

    No processo sintomático é comum o aparecimento de gânglios inchados no pescoço nas axilas ou virilhas não apresentando quadro de dor e o tratamento através de antibióticos não surte efeito.

    A perda de apetite e peso são comuns; náuseas e vómitos; indigestão e dor abdominal; sensação de saciedade presente devido ao aumento do fígado baço ou linfonodos abdominais;

    Coceira; dor nos ossos; dor de cabeça; tosse constante; pressão anormal ou congestão da face pescoço ou parte superior do peito; cansaço ou dor generalizada; suores noturnos e febre constante.

    Quanto mais cedo for diagnosticado e tratado menos desconfortável e traumático ao indivíduo.

    Diagnóstico

    É definido sendo reconhecida a presença de linfonodos aumentados geralmente na região do pescoço juntamente ou não com outros sintomas como a febre sudorese noturna perda de peso e fome. É verificado também que em 50% dos pacientes o baço aumenta consideravelmente.

    Órgãos como o fígado medula óssea e o baço podem também apresentar gânglios mas o diagnóstico só pode ser executado e aferido com certeza mediante biopsia da área afetada.

    O procedimento de biópsia nesses casos é de prática obrigatória. Consiste na retirada de pequena parte de tecido para posterior análise laboratorial. Geralmente a parte recolhida é de um gânglio linfático aumentado.

    A dois procedimentos de biópsia:

    • Biópsia excisional: o médico efetua uma incisão na pele removendo um gânglio inteiro (excisional) ou pequena parte (incisional).
    • Biópsia de medula óssea: é retirado um pequeno fragmento da medula óssea com uma agulha.

    Não é possível diagnósticar através desse meio o Linfoma de Hodgkin mas pode-se definir a extensão da doença.

    Exames como ressonância magnética tomografia raio X e outras biópsias serão necessárias para avaliar a extensão da patologia e proceder o estadiamento do Linfoma de Hodgkin com os seguintes estágios:

    • Estágio I : É encontrada a doença na área de um linfonodo ou apenas num órgão ou região fora dos linfonodos.
    • Estágio II: É encontrada a doença em duas ou mais áreas de linfonodos do mesmo lado do diafragma ou em órgão fora dos linfonodos ou linfonodos periféricos no mesmo lado do diafragma.
    • Estágio III: Ambos os lados do diafragma foram afetados pela doença sendo que o linfoma pode ter se alastrado para outra região ou órgão.
    • Estágio IV: Houve o alastramento para órgãos além do sistema linfático inclusive acima e abaixo do diafragma e medula óssea.

    Quando a doença tratada volta podendo voltar para a mesma área ou uma nova é caracterizada a Recaída podendo ocorrer de maneira precoce antes de um ano ou tardiamente após um ano.

    Tratamento

    Deve-se iniciar o tratamento do Linfoma de Hodgkin depois de haver sido feito o seu estadiamento ou seja o processo que determina a extensão do câncer e onde está localizado no paciente.

    A poliquimioterapia que consiste na combinação de quimioterápicos usados em ciclos mensais incluindo medicamentos orais e venosos com ou sem radioterapia dependendo do estágio do paciente são recomendados no tratamento da doença.

    Se houver recaída ela poderá ser precoce (ocorre em menos de um ano) ou tardia (após um ano). Uma alternativa considerada também no caso de recaída é o transplante autólogo de células tronco hematopoética.

    Os efeitos colaterais do tratamento podem ser imediatos e tardios. Os imediatos: náuseas vômitos; diminuição das defesas contra bactérias vírus e fungos; sangramentos e anemia. Esses efeitos são temporários e possuem tratamento.

    Os efeitos colaterais tardios consistem numa maior probabilidade de se desenvolver outro tipo de câncer ou mielodisplasia; redução de fertilidade; hipotire-oidismo nos casos de quem se expôs a radioterapia na área cervical.

    Prevenção

    • Procurar evitar alimentos crus e que não tenham sua procedência garantida;
    • Pode-se continuar com as atividades e convívio social normalmente só não devendo expor-se nas fases de tratamento quimioterápico mais intenso.
    • Deve-se evitar a vacinação durante o tratamento. Após o termino da quimioterapia (de seis a doze meses).
    • A prática de esportes durante o tratamento vai depender do estágio da doença e da orientação médica.
    • Deve-se evitar locais fechados e aglomerados onde há possibilidade de propagação de infecções.
    • É aconselhável a proteção durante relação sexual para prevenir contagio do parceiro e eventual gravidez que não ocorrer no período por ser provável a má formação do feto.
    • Evitar exposição ao sol forte por razão de alguns medicamentos deixarem a pele mais sensível.
    • Tomar todo o cuidado para evitar sangramentos e infecções usando escovas de dentes macias antissépticos bucais; cuidado com aparelhos de barbear.

    Todos os sintomas mesmo os que lhe pareçam banais devem ser relatados ao seu médico; nenhuma medicação deve ser usada sem o conhecimento de seu medico; informar se houver febre ou quaisquer outros sintomas.

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