PROTESES ROFIL E PIP – TROCA SUS E INFORMAÇÕES ANVISA

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Próteses proibidas pela ANVISA
A cirurgia para colocar próteses de silicone é uma das intervenções estéticas mais realizadas no Brasil ao lado da cirurgia de lipoaspiração.
No entanto nem todos os locais são confiáveis: antes de fazer a cirurgia é preciso pesquisar bastante para não ter surpresas desagradáveis. Além de pesquisar se o médico é habilitado como cirurgião plástico é preciso saber também se a clínica possui registro e UTI (ter UTI é obrigatório para clínicas de cirurgias plásticas) e a procedência da prótese que vai ser utilizada.
Saber a procedência da prótese pode evitar problemas sérios como a degradação da prótese dentro do corpo como ocorreu com as pacientes que receberam próteses francesas que haviam sido proibidas pela ANVISA.
Próteses proibidas
Todas as próteses de silicone utilizadas no país devem ser aprovadas pelos órgãos de regulamentação no Brasil no caso a ANVISA.
O problema é que algumas próteses não permitidas pela ANVISA continuam sendo usadas em algumas clínicas sendo responsabilidade da paciente que identificar o uso de próteses inadequadas denunciar para a ANVISA para que o órgão tome as providencias necessárias.
Para que uma prótese seja aprovada ela deve passar por testes de resistência além de ser feita de material apropriado.
Recentemente no Brasil várias pacientes tiveram problemas com próteses oriundas da França e distribuídas pela empresa EMI Importação e Distribuição LTDA pois as próteses eram feitas de material não permitido provocando riscos à saúde caso vazassem. No caso das próteses francesas os exames realizados pela ANVISA descartaram toxicidade e riscos de câncer.
As próteses foram largamente utilizadas no Brasil entre os anos de 2005 até 2010. Já em 2010 e 2011 a ANVISA publicou alertas quanto à utilização do material de acordo com o Alerta Sanitário nº 1015 de 01/04/2010 e o Alerta Sanitário nº 1107 de 23/12/2011. As próteses foram proibidas no dia 1 de abril de 2010 através da RE 1558/2010.
Outras próteses proibidas são as da empresa Poly Implant Prothese (PIP) fabricadas na Holanda.

 Troca das próteses

As mulheres que realizaram a cirurgia e receberam a prótese que está proibida devem procurar um médico para avaliar a situação. O SUS (Sistema Único de Saúde) poderá realizar a troca gratuita das próteses para essas mulheres.
Cirurgia de implante de silicone: como é feita e riscos

O pré-operatório da cirurgia para implante de silicone é trabalhoso e a paciente é submetida a uma série de exames.
Depois de concluídos os exames e o tamanho posição e formato das próteses foram escolhidos a paciente realiza a cirurgia onde o implante pode ser colocado através do umbigo das aureolas pelas axilas ou por um corte abaixo dos seios.
O pós-operatório também é complexo e trabalhoso e o paciente pode ficar até 2 meses afastado de suas atividades diárias dependendo da natureza dessas atividades. É recomendado eu o paciente não beba e não fume durante o período de recuperação.

Os riscos mais comuns deste tipo de cirurgia incluem:

• Flacidez: devido ao peso e posição do implante.
• Contratura capsular: consiste na pressão exercida no implante que pode resultar em endurecimento das mamas.
• Hematomas: podem ocorrer devido ao sangue coagulado.
• Interferência em exames de mamografia: diminui se o implante for colocado sob o músculo.
• Necrose: uma complicação mais rara que pode ser corrigida através da remoção do implante.
• Ruptura: as próteses devem ser trocadas neste caso.
• Seroma: acúmulo de líquido ao redor da prótese.

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