Quatro dicas de gestão de dinheiro para famílias muito ocupadas

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Sair de casa de manhã em cima da hora e ainda ter de levar as crianças à escola. Chegar ao emprego já atrasada, levar um raspanete do chefe e ter uma “montanha” de trabalho para despachar ao longo do dia. Sair do trabalho em “contra-relógio”, passar pelo supermercado para rechear a despensa de casa e, a seguir, correr para ir levar as crianças à aula de música ou ao karaté. Chegar a casa, dar banho às crianças, preparar o jantar, certificar-se que os trabalhos de casa dos petizes já estão feitos e preparar as mochilas e os lanches para o dia seguinte… Só de ler este parágrafo muitos leitores provavelmente se sentirão exaustos. Mas esta é a rotina de muitas famílias portuguesas.

Tendo em conta que o dia não estica e tem apenas 24 horas, no meio de tantas tarefas e responsabilidades, é comum as famílias estabelecerem prioridades e acabarem por ter de relegar para segundo plano a realização de tarefas secundárias. Em muitos casos, a gestão do orçamento familiar passa para segundo plano, o que pode dar origem a desequilíbrios financeiros, e em última instância, conduzir a situações de sobre-endividamento. A pensar nas exigências da vida moderna, o Saldo Positivo deixa alguns conselhos para as famílias mais ocupadas conseguirem gerir as suas finanças pessoais, sem que esta tarefa lhes ocupe demasiado tempo. Leia também o artigo “Guia da Poupança: Saiba como multiplicar o seu dinheiro”.

1. Antecipe problemas:

Por vezes só perante um problema mais sério – como uma situação de desemprego ou nos casos em que os consumidores recebem uma notificação do banco pelo atraso do pagamento de uma prestação de crédito – é que as famílias tendem a preocupar-se mais com o controlo do dinheiro que entra e sai em casa. Mas muitas vezes o descontrolo orçamental pode ser tão grave que se torna mais difícil resolver a situação sem a ajudar de especialistas. Por isso mesmo, e para evitar este tipo de situações, a melhor estratégia que tem a fazer é a antecipação de problemas. Para isso, todas as famílias deverão apostar em duas ferramentas essenciais: a elaboração de um orçamento familiar (onde estão discriminadas as despesas e os rendimentos do agregado) e a criação de um fundo de emergência (com um montante de poupança reservado para o caso da família sofrer algum percalço financeiro). Leia também o artigo “Como fazer um orçamento familiar”.

2. Defina um método de controlo das finanças da família:

Fazer um orçamento, por si só, não resolve os problemas financeiros de uma família. É preciso monitorizá-lo, acompanhá-lo e garantir que a família não derrapa nas despesas que faz ao longo do mês. O problema é que esta tarefa de monitorização pode exigir algum tempo e dedicação por parte do casal. Mas se não tem tempo para o fazer, não desanime: Existem métodos que podem ser acionados para facilitar esta tarefa. Por exemplo, existem ‘softwares’ e ‘apps’ de gestão de orçamento familiar que permitem aos consumidores controlarem a partir do computador ou de um simples ‘smartphone’ as despesas que vão fazendo ao longo do mês. Um dos exemplos mais completos é o Boonzi, um ‘software’ português, que permite entre outras funcionalidade acompanhar as transações feitas nas contas bancárias dos consumidores.

Se é uma pessoa avessa às novas tecnologias também pode controlar o seu orçamento recorrendo a métodos mais arcaicos. Por exemplo: Aponte num calendário as datas-chave dos pagamentos das despesas fixas que tem todos os meses (água, luz, gás, telecomunicações, prestação da casa, mensalidade do colégio das crianças, etc.) e as datas em que sabe que vão surgir despesas ou responsabilidades pontuais ao longo do ano (Ex: o pagamento dos seguros do carro ou dos impostos). Esta é uma forma de garantir que não se esquece das suas responsabilidades, nem se atrasa a fazer pagamentos. Outra forma de atingir os mesmos objetivos passa automatizar o pagamento das suas despesas através da adesão aos pagamentos feitos por débito direto. Leia também o artigo “Como organizar o seu orçamento quando está sem dinheiro”.

3. Trabalhe em equipa com a sua família:

Alguns estudos internacionais mostram que o dinheiro é um dos principais focos de discussão entre um casal: quando um dos membros do casal tem uma forma diferente de gerir o dinheiro e tem objetivos financeiros muito díspares do cônjuge, o mais provável é que surjam discussões e problemas. Para evitá-los é importante que os membros do casal falem sobre as questões financeiras, não escondam gastos um do outro e estabeleçam objetivos comuns para a aplicação do dinheiro da família – que pode ser uma viagem de férias ou a compra de uma casa nova. É certo que falar sobre dinheiro nem sempre é confortável, mas estas conversas são essenciais para evitar desequilíbrios e futuros problemas. É conveniente que escolha uma altura do dia em que as crianças estejam a dormir para que o casal possa conversar sobre este tema sem distrações. Leia também o artigo: “Quatro sinais de que não está a gerir bem o seu dinheiro”

4. Faça da internet o seu melhor aliado:

Muitas vezes, por falta de tempo, os consumidores fazem as piores e mais caras escolhas financeiras para a sua carteira. Por exemplo, se for às compras no supermercado com pressa o mais provável é que a conta dispare, pois tenderá a prestar menos atenção aos preços e a não comparar produtos. Se tem o seu tempo contado e pouca disponibilidade para fazer prospeção de mercado então faça da internet o seu melhor aliado. Recorde-se que existem sites que permitem aos consumidores saberem qual é o posto de gasolina mais barato para atestarem o depósito do carro, que mostram qual é o tarifário de telemóvel mais barato para o seu perfil de consumo, ou que dizem qual é o supermercado com os preços mais em conta. Ou seja, sem sair de casa e a qualquer hora do dia poderá saber quais são as ofertas mais baratas e vantajosas para si. Leia também o artigo “10 Sites para gerir melhor as suas despesas”

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