Quatro dicas para aumentar as suas poupanças

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De acordo com um estudo da Associação para a Defesa dos Direitos do Consumidor, metade dos agregados familiares portugueses inquiridos vive com menos de mil euros por mês. Deste universo, poucos são aqueles que conseguem aforrar. Mas a poupança é, em muitos casos, o segredo para o sucesso financeiro. Ter dinheiro guardado é o que permite enfrentar algumas situações imprevistas (desemprego ou alteração do agregado familiar) ou planear eventos importantes da vida, como a ida para a faculdade, compra de casa, carro, a reforma ou até começar um negócio por conta própria. No entanto, nem todas as pessoas têm facilidade em poupar. No Dia Mundial da Poupança, o Saldo Positivo deixa quatro dicas para aumentar as suas poupanças. Leia o artigo: Conheça as 10 despesas que o ajudam a poupar no IRS

1.Saiba onde gasta o seu dinheiro

Não existe melhor forma para controlar o dinheiro do que elaborar um orçamento familiar. Através desta ferramenta será possível identificar todos os rendimentos e todas as despesas e assim descobrir se está a gastar demasiado dinheiro em determinados itens. O orçamento familiar é composto por duas partes: rendimentos e despesas. Na primeira parte colocam todos os rendimentos auferidos pelos membros do agregado familiar (salários, pensões, subsídios, rendas de investimento, etc.). No lado das despesas deve colocar dois tipos de despesas: As fixas (créditos, renda, contas mensais, escola das crianças, etc.) e as despesas variáveis (alimentação, roupa, lazer, etc.) Veja o guia Como fazer um orçamento

Se as despesas tiverem uma dimensão considerável quando comparadas com os rendimentos é necessário cortar. É mais fácil cortar nas despesas variáveis, porque não são essenciais à sobrevivência, mas também é possível cortar nas fixas: se os créditos são demasiado pesados procure renegociar, pagar os que têm taxa de juro mais alta ou fazer uma consolidação de créditos. Também é possível ter consumos de eletricidade ou de água mais sustentáveis e poupar. Leia o artigo: Sete lições sobre dinheiro que todos devem saber

2. Pague-se a si primeiro

Um dos objetivos mais importantes de fazer um orçamento familiar é começar a “obrigar-se” a poupar. Assim, como parte das suas despesas fixas deve colocar uma percentagem destinada ao aforro – no mínimo 10%. Esta poupança pode ter vários destinos, desde a constituição de um fundo de emergência, a reforma, pagar a universidade dos filhos ou fazer umas férias de sonho.

A estratégia do “pague-se a si próprio primeiro” defende que antes de pagar os créditos, as contas da casa ou fazer as compras do mês, deve colocar algum dinheiro de lado. Esta é uma forma de garantir que poupa sempre dinheiro, removendo a tentação de gastar todo os seus rendimentos antes de conseguir poupar. Leia o artigo: Conheça três produtos para acumular poupança

3. Faça poupanças automáticas

Uma forma segura de garantir que vai poupar sempre é programar poupanças automáticas. De uma forma simples, ao delinear um plano de poupanças automáticas define um dia (depois de receber o ordenado) para fazer uma transferência automática de determinada quantia de dinheiro da sua conta à ordem para uma conta poupança ou outro produto de poupança que permita reforços, como um PPR. Faça as contas: Quanto tem de poupar para chegar a milionário

Para além de garantir que está a alimentar as suas poupanças está a evitar o risco de “fazer batota” e gastar todo o dinheiro que ganhou durante o mês.

4. Invista o dinheiro

O pior que pode fazer pelas suas poupanças é deixá-las na conta à ordem. Por dois motivos: A tentação de mexer nesse dinheiro é grande e, mesmo que não o gaste, se não o aplicar vai estar a perder dinheiro a longo prazo, devido ao efeito da inflação nas suas poupanças. Leia o artigo: Estratégias para poupar em crise

A inflação é o aumento do nível geral dos preços e corresponde a uma queda do poder de compra. Isto significa que daqui a uns anos o dinheiro não terá o mesmo valor que tem hoje. Por outras palavras, no futuro, com a mesma quantia de dinheiro que tem hoje vai comprar menos bens. Para salvaguardar esta desvalorização do dinheiro deverá investir as suas poupanças em produtos que tenham uma taxa de juro, pelo menos, acima da inflação.

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