Regressão a vidas passadas | SAPO Lifestyle

O que leva um reputado psiquiatra a arriscar o seu futuro profissional? Uma descoberta. Catherine sofria de ataques de pânico, fobias e pesadelos e era acompanhada por Brian Weiss há um ano. Sem sucesso. O então diretor do serviço de Psiquiatria do Mount Sinai Hospital decidiu recorrer à hipnose e, graças a esta técnica, a paciente viria a conseguir recordar memórias infantis traumáticas. Mas não só. O médico conta que, quando lhe pediu para regredir até a origem da sua dor, Catherine, ao longo de várias sessões, descreveu-lhe detalhadamente vidas passadas.

Os sintomas foram desaparecendo. Este caso ocorreu há mais de 25 anos. Desde então, Brian Weiss foi criticado e aplaudido, causando sempre muita polémica. Escreveu inúmeros livros sobre a terapia de regressão a vidas passadas, deu palestras por todo o mundo e dezenas de entrevistas, entre as quais a Oprah Winfrey. Numa das suas mais recentes visitas a Portugal, conversámos com ele. Fique a saber mais sobre um tema que intriga milhares de pessoas em todo o mundo.

Em 2008, Oprah Winfrey dedicou um programa ao seu trabalho, no qual o famoso Dr. Oz se submeteu a uma sessão de regressão. Como foi essa experiência?

Era suposto ser um só programa sobre fobias mas acabaram por ser dois, porque havia muitos pacientes no estúdio. O Dr. Oz não tinha nenhuma fobia, apenas quis experimentar. Foi incrível. É um ser humano muito espiritual, assim como a Oprah. Há uns anos, era mais inibida em relação a estes temas, mas tem-se tornado um modelo na divulgação de conceitos ligados à espiritualidade e de nomes como o de Eckhart Tolle.

Assume que, há cerca de duas décadas e meio, quando escreveu o seu primeiro livro, teve receio da reacção dos seus colegas. Como é que se libertou desse medo?

A certa altura, senti que era a atitude certa. Só comecei a escrever «Muitas Vidas, Muitos Mestres» três ou quatro anos depois de ter conhecido Catherine devido ao receio que tinha de que isso afetasse a minha reputação. Houve uma reação negativa por parte da comunidade médica. Alguns psiquiatras apoiaram-me, outros quiseram que a minha licença fosse revogada. Não funcionou. Tinham-se esquecido do que é a ciência na sua essência, ter uma mente aberta para podermos aprender coisas novas.

Explique-nos as diferenças e ligações entre hipnose, regressão e regressão a vidas passadas…

A hipnose é uma técnica que consiste em relaxar o corpo enquanto a mente está focada. É um estado de concentração descontraído em que a memória está mais activa. Todos os dias somos hipnotizados. Quando vemos um filme e não ouvimos a pessoa ao lado a comer pipocas, quando estamos a conduzir e a nossa mente vagueia, quando lemos um livro e não ouvimos o trânsito e por aí fora, só para dar alguns exemplos…

Existem ainda equívocos em torno da hipnose?

Há ideia de que podemos ficar presos a esse estado. Isso seria como ir ver «O Gladiador» ao cinema e ficar preso no tempo da Roma Antiga. Trata-se apenas de concentração e podemos sair dela em qualquer altura. Há também a noção errada que perdemos o controlo e que o terapeuta nos pode levar a fazer algo que não queremos.

Voltando à ligação entre hipnose e regressão…

Se eu lhe disser «Feche os olhos, respire profundamente e relaxe os músculos», isso é um estado leve de hipnose. Mas posso dizer «Quero que se lembre do que comeu ontem». Nesse caso, iria recordar o cheiro, o sabor, a textura de forma muito mais intensa do que se o fizesse agora, que se encontra de olhos abertos e num estado normal da consciência. Depois, podia regredir ainda mais no tempo até à sua infância. Isso é usar a hipnose para regredir no tempo. Quando falamos em regressão a vidas passadas, não paramos na infância. Vamos até vidas passadas…

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