Safari urbano | SAPO Lifestyle

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Os romanos acreditavam que as girafas nasciam do cruzamento de um camelo fêmea com um leopardo macho. O Hotel Giraffe tem o nome de um dos animais que mais entusiasma aqueles que visitam os jardins zoológicos e também ele personaliza uma conjugação à partida improvável, a aliança entre um colonialismo de inspiração africana a uma oferta de alojamento urbana, cosmopolita e sofisticada. Esta moderna unidade hoteleira, com 72 habitações distribuídas por 10 andares, fica em pleno NoMad District, um quarteirão de Nova Iorque com um passado boémio.

Em pleno século XXI, este bairro teve a habilidade de se transformar numa área modernista e atrativa, onde restaurantes, bares e espaços comerciais trendy convivem tranquilamente com belíssimos exemplos da arquitetura nova-iorquina dos finais do século XIX e do início do século XX, de que são excelentes exemplos o famosíssimo Flatiron Building (que em tempos chegou a ser o edifício mais alto da cidade) o Brunswick Building ou o Johnston Building, atualmente convertido numa unidade hoteleira. Na esquina da Park Avenue South com a 26th Street, com a pose elegante e imponente do mamífero que lhe dá nome, ergue-se o Hotel Giraffe.

A decoração confortável e contemporânea deste boutique hotel tem apontamentos que remetem para um ambiente de inspiração colonial e que, de alguma forma, nos transportam para um safari, que, neste caso é bem urbano. As girafas, obviamente presentes na sua decoração interior, dormem aproximadamente duas horas por dia, de uma forma espaçada. A cidade, essa, nunca se chega a deitar. Mas pernoitar nesta unidade hoteleira, uma das quatro que integram a cadeia de boutique hotels Library Hotel Collection, antigo grupo HKHotels, é sinónimo de descanso garantido, depois de uma extenuante visita a uma das metrópoles mais agitadas do mundo.

A madeira é um dos materiais que mais se destacam nas habitações. Está presente nas portas das casas de banho, dos armários e dos closets, equipados com ferros de engomar, chapéus de chuva, um mini-bar repleto de bebidas e snacks, robes, chinelos, produtos de banho de aromaterapia e até uma pequena biblioteca com livros. Os tons de terra que marcam a decoração dos quartos, simples e despojada, apenas com o essencial, também remetem para a savana africana. As camas são grandes e têm uma secretária embutida num dos armários, o que lhe confere uma funcionalidade acrescida.

A vista é desafogada e permite sentir, através da janela, o rebuliço da cidade que nunca para. Como muitos dos quartos, com um pé alto de três metros, dão para uma das artérias movimentadas da zona em que o boutique hotel está implantado, predomina o amarelo característico dos muitos táxis que (per)correm a cosmopolita urbe. Pode apreciá-la da pequena varanda que muitas das habitações têm ou ficar a ler nos cadeirões e nos divãs alcochoados de inspiração vintage que os decoram e que contrastam com os móveis mais contemporâneos que servem de suporte aos grandes ecrãs de televisão à disposição dos hóspedes.

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As tonalidades que aquecem o ambiente interior

Com o seu padrão característico, as girafas têm um aspeto muito distinto e este hotel também. As cabeceiras de cama, em pele, cor de chocolate e os papéis de parede, cor de pérola e platina, que também se destacam na decoração, oferecem um toque de charme em cada quarto. Modernos, apesar de um certo toque retro, são também os candeeiros que iluminam as divisões, tal como as fotografias, a preto e branco, com imagens da cidade nos anos das décadas de 1920 e 1930 que decoram as paredes ou as cadeirões e os divãs de veludo estrategicamente posicionados em várias áreas do hotel, «um oásis urbano de estilo sofisticado», como este é definido no seu site.

Sobre ele, também já se escreveu que é «um dos melhores hotéis na cidade de Nova Iorque segundo o TripAdvisor». O seu «serviço generoso, sempre modesto e com um toque de informalidade», também tem sido elogiado publicamente. Em 2012, este boutique hotel foi mesmo agraciado com um certificado de excelência atribuído pelos utilizadores desse site de classificações. Para essa avaliação elogiosa também contribuiu o rooftop garden, o terraço que oferece uma das melhores vistas sobre Manhattan. Este espaço, agradável e sedutor, está, contudo, apenas aberto nos meses de maior calor.

A preocupação com o bem-estar de quem pernoita no hotel, essa, não se limita todavia a esses. Longe disso. É uma constante! Para que possam descansar, usufruir da experiência e dormir tranquilamente durante mais do que o par de horas que as girafas se entregam ao sono, a pedido, os hóspedes têm acesso gratuito a acessórios e equipamentos como uma cafeteira eléctrica no quarto, um mini-frigorífico, um marsupial, robes e chinelos adicionais, pasta e escova de dentes, gilete e creme de barbear, desodorizante, escova para o cabelo, produtos de higiene femininos e até pensos higiénicos.

Para que possam ter um sono (ainda) mais tranquilo e relaxante, o hotel disponibiliza também tampões para os ouvidos e almofadas de espuma hipoalergénicas. Todas as camas estão dotadas de colchões de espuma ortopédicos. O pequeno-almoço continental, que está incluído no preço dos quartos e integra delícias como papa de aveia quente, ovos cozidos, produtos de pastelaria, bagels e fruta fresca, é uma excelente forma de iniciar o dia antes de se fazer à cidade. Mas, se optar por ficar entre quatro paredes e tiver fome, pode dar um salto ao grande átrio, onde a qualquer hora e sem pagar mais por isso, pode usufruir de bebidas quentes, acompanhadas por uma selecção de frutas e bolachas.

Todos os dias, entre as 17 e as 20 horas, pode desfrutar ainda, também gratuitamente neste deslumbrante espaço, de um aperitivo de queijos e vinhos, servidos ao som do pianista residente do hotel. As girafas alimentam-se habitualmente de folhagem decídua e de espécies de folha perene. No Bread & Tulips, o nome do restaurante de 70 lugares do hotel, um espaço inspirado nos restaurantes italianos tradicionais, as especialidades são, contudo, outras. E muito mais apelativas! A lista de especialidades disponíveis inclui entradas e saladas para partilhar e saborear a dois. Mas não só.

Contempla também pizas confecionadas num forno de lenha topo de gama (importado diretamente da cidade italiana de Modena), massas de confeção própria, frango do campo assado, perca do Mar Morto e hambúrgueres especiais ou não fosse esta a terra deles. Para terminar, uma mousse de chocolate ou uma das tartes com pera e amêndoa que integram a ementa são sempre uma opção segura. Apesar do seu tamanho, uma girafa, em condições normais, pode atingir uma velocidade de 47 km/hora. Na savana, na maioria das vezes, essa rapidez é-lhe suficiente para fugir de seus predadores, mas em Manhattan não precisará de correr tanto.

Se faz parte do grupo de pessoas que, ainda assim, mesmo em férias, não prescinde da prática de exercício físico para manter a forma, apesar do hotel não dispor de ginásio, estabeleceu uma parceria com a cadeia de academias NY Sports Club, que pode frequentar gratuitamente durante a estadia. Mas se quiser só puxar pelos músculos das pernas basta percorrer a cidade a pé. Além da movimentada zona do Flatiron Building, pode explorar as belezas naturais do Madison Square Park e o Gramercy Park, localizados nas proximidades do Hotel Giraffe.

Outras atrações localizadas nas imediações do hotel

A Union Square e a animada área de East Village também não ficam longe deste hotel, tal como o Morgan Library and Museum, um importante espaço museológico com uma das mais impressionantes bibliotecas do mundo, onde pode ver trabalhos de artistas europeus de renome como Leonardo, Michelangelo, Raphael, Rembrandt, Rubens, Gainsborough, Dürer e Picasso. O Museu de Arte Moderna (MoMA), outro dos marcos museológicos da cidade, visitado anualmente por uma média de 2,5 milhões de turistas, cerca de um quarto da população portuguesa, fica apenas a um quilómetro.

Num raio de três quilómetros, encontra ainda atrações como o Museu de História Natural, o Hayden Planetarium, a zona portuária do South Street Seaport, o edifício do World Trade Center, Wall Street, o Museu Guggenheim, a Estátua da Liberdade e o Museu Whitney. O Central Park, o pulmão verde da cidade, que também merece um desvio para um longo e relaxante passeio pelas suas largas alamedas verdejantes, fica a cinco quilómetros mas é facilmente acessível através da desenvolvida rede de metropolitano que tem uma estação a poucos metros do hotel.

Muitas destas principais atrações nova-iorquinas conseguem ser avistadas no topo do edifício, onde além de um simpático terraço onde pede degustar bebidas e snscks, está também localizada a penthouse 1202, um espaço de estilo retro com 396 metros quadrados, que proporciona o cenário supremo para reuniões inspiradoras e eventos sociais únicos. Espaçoso e arejado, o seu salão inclui um teto com uma caixa abobadada de oito metros, com vistas panorâmicas de Manhattan, uma lareira em pedra trabalhada, cobertura privada e um jardim interior com uma paisagem encantadora.

O 12º piso, um dos mais exclusivos desta unidade hoteleira, também inclui um quarto deluxe com cama king size e varanda privada, bem como uma suite de um quarto com 117 metros quadrados com sala separada. O valor do seu aluguer para eventos só é obtido sob consulta. O preço médio das restantes habitações oscila, contudo, entre os 212 dólares (cerca de 152 euros) e os 467 dólares (cerca de 337 euros), variando em função da época e/ou da disponibilidade.

Texto: Luis Batista Gonçalves com Stefano Pinci (fotografias)

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