Sexo Melhor e Mais Seguro

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A experiência sexual pode ser uma fonte positiva de enriquecimento e satisfação humana, se baseada em escolhas esclarecidas e decisões maduras – seja pelo prazer, seja para a procriação.

Os parceiros sexuais devem:

– ter consentimento mútuo
– ser honestos um com o outro
– tratarem-se como iguais
– ter atenção ao prazer do outro
– protegerem-se de danos físicos e emocionais, gravidezes indesejadas e doenças sexualmente transmissíveis
– responsabilizarem-se pelos seus actos
– ter acesso a meios seguros e eficazes de prevenir a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis

Saborear o sexo é normal, uma parte natural da vida

Todos nós somos sexuados – desde o nascimento até à morte. Quando decidimos ter relações sexuais, queremos que seja bom – quer sejamos mulheres ou homens, casados ou solteiros, novos ou velhos, lésbicas, homossexuais ou bissexuais.

A maioria de nós já correu riscos ao ter relações sexuais – os riscos incluem infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Corremos tantos riscos que um em cada quatro de nós fica infectado alguma vez na vida.

O risco que corremos é perigoso. Muitas das infecções sexualmente transmissíveis:

– duram o resto da vida
– criam stress na relação
– causam esterilidade
– causam defeitos nos filhos
– degeneram numa doença mais grave e causam a morte

Sabemos que o sexo seguro reduz os riscos. Mas muitos de nós não fazem esforço, porque pensam que o sexo seguro retira o prazer. Não tem que ser assim. Alguns pensam que o sexo seguro é só com preservativos. Não é. Podemos pensar que é em relação à SIDA. Não é. Sexo seguro é sobre muito mais. Também é sobre o prazer.

Explorar o sexo seguro pode tornar o sexo melhor. Pode:

– melhorar a comunicação entre os parceiros
– aumentar a intimidade e a confiança
– prolongar o jogo sexual
– aumentar a intensidade do orgasmo
– diversificar o prazer sexual
– diminuir a ansiedade
– fortalecer a relação

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O que é Sexo Seguro?

O sexo seguro é algo que fazemos e que diminui o risco de contrair DSTs. É ter mais prazer e menos risco.

Três etapas para o sexo seguro

1. ser mais honesto consigo próprio sobre os riscos que se correm
2. decidir que riscos estamos dispostos a correr – e quais não estamos
3. encontrar o modo de tornar o jogo do sexo seguro o mais satisfatório possível.

A forma mais importante de reduzir os riscos é manter os fluídos do seu parceiro fora do seu corpo. Os fluídos que mais deve evitar são o sangue, fluídos vaginais e descargas de chagas ou feridas provocadas por DSTs.

Só há duas regras básicas :

1. evite a entrada dos fluídos do seu parceiro na sua vagina, ânus ou boca
2. não toque em chagas ou feridas causadas por DSTs

O sexo seguro significa também proteger o seu parceiro, por isso pague-lhe da mesma moeda :
1. não permita que os fluídos entrem no corpo do seu parceiro
2. não tenha actividade sexual se tiver chagas ou outros sintomas de DSTs
3. verifique se tem DSTs todos os anos e, se estiver infectado, trate-se correctamente

Relações sexuais vaginais ou anais sem protecção têm um risco maior para a maioria das mais perigosas DSTs. As práticas sexuais com menos risco incluem:

1. masturbação
2. masturbação mútua
3. relações sexuais sem penetração
4. massagens eróticas
5. fricção do corpo
6. beijos
7. sexo oral
8. penetração vaginal com preservativo masculino ou feminino
9. penetração anal com preservativo masculino ou feminino

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É seguro ter relações sexuais só com um parceiro?

Talvez. O ideal para muitas pessoas é ter relações sexuais com um só parceiro.
Mulheres e homens não necessitam de se preocupar em contrair DSTs:

1. se nenhum deles tem sexo com mais ninguém
2.se nenhum deles partilhou agulhas
3. se nenhum deles esteve alguma vez infectado

A maioria de nós teve mais do que um parceiro durante a vida. Podemos não o ter planeado, mas aconteceu. Podemos ficar infectados por um parceiro e transmitimo-lo a outro. Os parceiros que nos infectaram:

1. podiam não saber que estavam infectados
2. podiam esperar não nos infectar
3. podiam não ter sido totalmente honestos sobre a sua história sexual
Alguns têm apenas um parceiro sexual, mas o nosso parceiro pode enganar-nos. A maioria das mulheres que contraíram HIV através do sexo, eram, aparentemente, as únicas parceiras sexuais dos seus únicos parceiros sexuais.

Você e o seu parceiro sexual podem querer desistir do sexo seguro porque decidiram não ter sexo com mais ninguém. Antes de tomar essa decisão assegurem-se que não estão infectados. Algumas infecções, como o VIH, pode demorar anos a desenvolver sintomas. Pode nem saber que eles lá estão. Dirija-se a um Centro de Saúde e verifique o seu estado de saúde relativamente a DSTs.

Em quem podemos confiar?

Muitos de nós conhecem o que se sente quando se descobre que os nossos parceiros foram desonestos connosco. Uma em cada três pessoas mentirão sobre os seus sentimentos quanto a ter sexo com outros. Um número semelhante mentirá sobre a sua história sexual. O mesmo número mentirá sobre o facto de ter ou não VIH.

Quando se trata de sexo seguro, confie em si próprio. Você é a única pessoa em quem pode confiar.
Acreditar que você é o único parceiro sexual do seu único parceiro sexual pode não ser uma verdade.

Há algumas questões a pensar:

– sei como o meu parceiro passa o tempo quando está longe de mim?
– o meu parceiro é sempre aberto comigo, sobre todos os assuntos?
– o meu parceiro fica aborrecido quando quero ter uma conversa séria sobre a nossa relação?
– o meu parceiro tem segredos para mim?
– o meu parceiro diz-me algumas vezes “Vou só sair” ou “Não tens nada a ver com isso”?
– o meu parceiro respeita-me sempre?
Queremos sempre parceiros em quem confiar. A chave mostrar aos nossos parceiros que merecem a nossa confiança. Nunca devemos desistir.

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Nem todas as DSTs se transmitem da mesma forma

Precisamos de saber um pouco sobre como pode contrair uma DST. Aqui vão alguns rudimentos sobre os riscos que lhes estão associados:
Se há penetração vaginal ou anal sem protecção corre um alto risco de contrair, entre outras:
– tricomonas
– bactérias vaginais
– gonorreia
– clamídia
– síflis
– herpes
– vírus da hepatite B
– piolhos púbicos (“chatos”)
– sarna
– HIV que causa SIDA

Se pratica sexo oral sem protecção corre Um alto risco de contrair, entre outras:
– gonorreia
– síflis
– herpes

Se pratica jogos sexuais sem penetração corre o risco de contrair:
– herpes
– piolhos púbicos
– sarna
Muitas outras doenças, como a gripe e a mononucleose podem ser, também, sexualmente transmissíveis.

Se é uma mulher

O risco de contrair DSTs é maior que o dos homens. A sua vagina e recto são mais facilmente infectados que o pénis. A probabilidade de uma mulher contrair VIH de um homem é duas vezes maior que a probabilidade de um homem contrair VIH de uma mulher.

As mulheres têm, geralmente, menos sintomas que os homens. Elas têm menos probabilidade de saber se estão infectadas. Muitos danos podem ocorrer, (p. ex. esterilidade e de gravidez ectópica) mesmo não tendo sintomas.

Quer mais informação sobre DSTs? Procure informação na Consulta de Planeamento Familiar mais próxima. Lá podem dizer-lhe tudo o que necessita sobre DSTs.

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A satisfação sexual pode ser atingida sem penetração

A grandeza do sexo é muito mais do que a penetração com um pénis. Trata-se da exploração das várias maneiras de excitar o seu parceiro. É explorar as várias maneiras de se excitar. Trata-se de descobrir novas formas de excitação e redescobrir as velhas.

Não deve ser envergonhado quando se trata de prazer sexual. Os parceiros que exploram o sexo seguro um com o outro podem descobrir novas formas de excitação sexual. Podem ser claros sobre como e onde gostam de ser acariciados. Podem ajudar-se mutuamente a gozar o sexo ainda mais. O jogo do sexo sem penetração é chamado Satisfação Mútua. Muitas pessoas têm relações com penetração vaginal porque pensam que é assim que deve ser. Durante muito tempo homens e mulheres foram ensinados que o bom sexo significava apenas ter um orgasmo durante uma penetração vaginal. Não há nada de mais falso.

A maioria das mulheres não têm orgasmos através da estimulação vaginal. A maioria delas têm orgasmos quando o clítoris é estimulado – tenham ou não sido penetradas pelo pénis. O homens também gostam do sexo sem penetração, mesmo quando têm vergonha de o dizer aos seus parceiros.

Relações sexuais sem penetração com muitos parceiros podem ser mais seguras que com penetração apenas com um parceiro.

Alternativas à relação com penetração

1. Masturbação
A masturbação é a maneira mais comum de gozar o sexo. Os parceiros podem gozá-la em conjunto, enquanto se abraçam, beijam e olham. A masturbação mútua pode aprofundar a intimidade do casal.

2. Massagem erótica
Muitos casais gostam de se estimular com massagens no corpo. Estimulam os seus órgãos sexuais com as mãos, corpos e bocas, até atingirem o orgasmo.

3. Fricção do corpo
Muitos casais gostam de friccionar os seus corpos mutuamente, especialmente os seus órgãos sexuais, atingindo um prazer sexual intenso. Muitos estimulam-se até ao orgasmo através deste jogo.

4. Erotismo, fantasias, jogos, mascaras
A leitura, a visualização ou o contar fantasias eróticas com um parceiro sexual pode ser muito excitante. Criar fantasias pode também ser muito excitante. Máscaras e fatos podem reforçar este tipo de jogos sexuais.

5. Brinquedos sexuais
Os brinquedos sexuais incluindo vibradores e “dildos” podem também aumentar o prazer sexual. Usam-se para acariciar, estimular e sondar o corpo.

É muito importante manter os brinquedos sexuais limpos – especialmente se são partilhados durante o jogo sexual. Os preservativos podem ser usados para cobrir os brinquedos que são introduzidos no corpo. Use um preservativo limpo para cada parceiro e para cada parte do corpo.

Os preservativos são a melhor protecção para gozar uma relação sexual

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Muitas pessoas têm sentimentos confusos quanto ao sexo

Quanto mais gostamos de sexo, mais nos sentimos embaraçados. Às vezes não somos capazes de admitir que gostamos. Alguns usam álcool ou outras drogas para ficarem menos conscientes sobre o prazer que nos dá. Mas as drogas também encorajam a correr riscos, que não se correriam não estando sobre o seu efeito.

Quanto maior for o uso de drogas quando se tem actividade sexual, maior é a probabilidade de risco.
Existem ainda outros sentimentos que podem igualmente encorajar-nos a correr riscos com o sexo:
– paixão
– desejo de arrebatamento
– medo de perder o parceiro
– desejo de ser atraente
– baixa auto-estima
– necessidade de ser desejado
– vergonha
– embaraço
– insegurança
– raiva
– timidez
Mulheres e homens que estão tranquilos quanto à sua sexualidade têm maior propensão para o sexo seguro. Se as drogas, a vergonha ou outros sentimentos bloqueiam os seus planos de sexo seguro marque um encontro com um técnico de saúde que o possa aconselhar. Um conselheiro pode ajudar a explorar os sentimentos que o impedem de ter sexo seguro.

Fonte:

Associação para o Planeamento da Família

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