Sexting | SAPO Lifestyle

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Estamos sempre a ouvir que poderíamos ter sexo melhor, um orgasmo melhor ou um relacionamento melhor. Descubra que o sexting traz pontos positivos na satisfação sexual dos praticantes, nomeadamente para as pessoas que estão em relacionamentos sérios.

O termo sexting, usado para descrever a forma mais habitual de sexo digital ou virtual é um anglicismo que se caracteriza pela ação de enviar imagens, emojis, gravações de audio e mensagens sexualmente sugestivas ou explicitas através do uso de tecnologia. A palavra sexting surge como contração de sex (sexo) e texting (envio de SMS) e, na generalidade as mensagens íntimas são enviadas no contexto de uma relação, mas as motivações são as mais diversas:
– desejo de afirmar audácia e autoconfiança exibindo o corpo de forma sedutora;
pressão por parte do parceiro ou da evolvente, sentindo que está toda a gente a – fazer o mesmo e por isso temos de corresponder ao que a maioria faz.
– ter uma relação de longa distância ou on-line com alguém e querer ter um relacionamento sexual com essa pessoa.
– Sentir que é mais fácil “ceder” a alguém que continua a pedir coisas
– Outros motivos

Não só o sexting casual substitui o sexo casual, também as relações duradouras ganham uma faceta digital. Enviar este tipo de mensagens para o seu parceiro não só aquece as coisas entre os lençóis, como ajuda a aumentar a confiança, a fortalecer a ligação entre os dois e, obviamente, permite explorar maneiras de se expressarem sexualmente.

O fenómeno que surgiu em 2005 entre os adolescentes Norte Americanos e que se revela uma prática cada vez mais comum entre os jovens de todo o mundo é
considerado por muitos uma arte, havendo muitas pessoas com dúvidas relativamente ao que escrever. Este género de conversa é muito pessoal mas se descontrair e deixar a imaginação fluir será, com certeza mais fácil. Existem inúmeros tipos de sexting, desde pedidos como “quero que me beijes / me toques [escolha uma parte do corpo]”, referencias a momentos passados juntos “lembraste quando…”, fantasias que quer concretizar com a outra pessoa, provocações e elogios. Para tornar o momento mais pessoal tente incorporar “inside jokes” ou recordar memórias passadas dando-lhes uma nova versão. Não envie mensagens demasiado óbvias, por vezes, ser menos explícito pode ser mais provocante.

Porém, existem algumas consequências menos positivas desta prática sendo a principal a perda de controlo sobre as fotografias enviadas para a outra pessoa. Muitas vezes, estas imagens, de conteúdo sexual explícito acabam na internet onde todos têm acesso. Desta forma, devemos ter em mente certas regras de segurança que nos permitem continuar esta prática, ótima para aquecer a relação.
Tal como em todas as outras ações que envolvam a internet, a fronteira entre segurança e intimidade e o que é público é muito ténue. Por isso, tenha calma: só porque deu o seu número de telemóvel a alguém, isto não significa que deve começar a enviar mensagens de texto picantes. Devemos ganhar confiança antes de revelarmos certas informações, além de que devemos estar conscientes do que queremos ou não partilhar. Não envie nada que mais tarde se venha a arrepender. Além disso, procure acordar com o seu parceiro para que apaguem tudo mais tarde. Muitas vezes as relações terminam em desacordo e as mensagens e fotografias que eram do foro privado acabam publicadas e podem até ser utilizadas como meio de chantagem e cyberbullying.

Apesar de tudo isto, e de ser considerada uma prática arriscada, cientistas americanos descobriram que pode ajudar os casais a melhorar a comunicação e incrementar a intimidade. Utilize o sexting como complemento da relação, pela descarga de adrenalina que dá, mas não se deixe afetar demasiado por esta sensação instantânea de satisfação sexual. É essencial manter o equilíbrio entre a relação afetiva, emocional real e a envolvente digital.

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