Sífilis

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A sífilis é uma doença sexualmente transmissível muito contagiosa de causa bacteriana.

Apesar de o contacto sexual ser a principal forma de transmissão (vaginal, oral ou anal), em algumas ocasiões a sífilis pode ser transmitida pela saliva, pela partilha de roupas ou de casas de banho, bem como da mãe para o feto durante a gravidez (congénita).

Esta doença é causada pela bactéria Treponema pallidum e permanece muitas vezes sem um diagnóstico concreto pela ausência de sintomas ou pela semelhança da sua sintomatologia com a de outras doenças sexualmente transmissíveis. Apesar de a sífilis não ter uma prevalência tão elevada como as outras doenças de transmissão sexual, em Portugal, o número de bebés que nascem com sífilis, quando comparado com outros países europeus, continua a ser elevado, o que traduz um aumento do número de adultos infectados e pode ser um sinal de que a doença se está a tornar mais prevalente no país.

Como posso saber se tenho sífilis?

A sífilis pode ser diagnosticada com uma simples análise ao sangue. Os sintomas desenvolvem-se normalmente nos 21 dias seguintes à infeção, podendo este intervalo ser entre os 10 e os 90 dias. Os sintomas da sífilis variam com o estágio da doença, podendo ser considerados três estágios. Os primeiros sintomas caracterizam-se pelo aparecimento de uma ou mais feridas ou úlceras na zona genital ou noutra área de contacto sexual, de cor avermelhada e indolores.

A presença destas úlceras pode durar entre três a seis semanas, sendo frequente estas passarem despercebidas devido ao seu carácter indolor. Durante esta fase a sífilis é facilmente transmitida e pode progredir caso não seja administrado tratamento. Após o desaparecimento dos primeiros sintomas sem tratamento, é comum a sensação de que a doença esteja curada, mas não é verdade.

Alguns meses mais tarde, desenvolve-se o segundo estágio caracterizado por erupções cutâneas, garganta inchada, febre e sensação de mal-estar. Outros sintomas incluem dores musculares, perda de peso e gânglios inchados, desaparecendo com ou sem tratamento.

Cerca de um terço das pessoas não tratadas desenvolvem, geralmente após alguns anos sem sintomas, sífilis terciária, onde as consequências podem ser graves e levar potencialmente à morte. Nesta fase a bactéria responsável pela sífilis ataca vários órgãos do corpo, incluindo o cérebro, sendo responsável por lesões nos olhos, aparelho cardiovascular, ossos e articulações.

Prevenir e tratar a sífilis

A única forma de prevenir esta infeção é evitar o contacto sexual ou apenas ter contacto sexual com alguém testado negativamente à doença. Por a principal forma de transmissão ser sexual, pode reduzir a probabilidade de contágio ao recorrer a contracepção de barreira como o preservativo e o dique/lençol de borracha no caso de sexo oral na mulher.

A confiança entre o casal é fundamental tanto para prevenir a sífilis como outras doenças sexualmente transmissíveis. Discutir formas de prevenção e estabelecer uma relação sólida com o(a) parceiro(a) é importante para manter um ambiente conjugal saudável e evitar circunstâncias onde a transmissão desta e de outras doenças é facilitada.

Se diagnosticada atempadamente, a sífilis pode ser facilmente tratada com o recurso a antibióticos, nomeadamente penicilina benzatina. Contudo, se permanecer sem tratamento, para além de poder contagiar o seu/sua parceiro(a), pode correr o risco de complicações graves.

Texto: Clínica de Saúde euroClinix

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