Teresa Bonvalot dá cartas no surf aos 14 anos

0
38

Quando se aventurou mar adentro com uma prancha de surf?

Como passava muito tempo na praia, fazia bodyboard, para me divertir, e achava que o surf podia ser mais giro e, então, tive a iniciativa de pedir aos meus pais. Como um tio meu fazia surf deu-me a primeira aula. Gostei muito e, com a ajuda do meu pai, continuo e estou a adorar.

Uma vez que o surf requer um esforço acrescido, como são os seus dias?

Agora que estou de férias, tenho mais tempo para surfar e descontrair, porque em tempo de aulas estou o dia todo na escola e, depois, tenho treinos. Acaba por ser um dia a dia normal, mas em vez de estar mais com os meus amigos, quando tenho tempo livre, estou a surfar.

Em que consistem os treinos de uma surfista profissional?

Simulamos hips, uma manobra específica que, num determinado tempo, temos de tentar fazer. E tentamos fazer manobras mais progressivas…

Além dos treinos, a alimentação tem, neste contexto, um papel preponderante…

Acho que é muito importante. Um atleta precisa de ter cuidado com o seu corpo e com o que come.

Portanto, tem de comer comida saudável e de tudo um pouco. Mantém uma linha saudável entre os estudos e o surf?

Até agora, tenho tido notas razoáveis na escola. Tem sido positivo.

O apoio dos pais é importante nestas alturas?

É importante. Normalmente dizem o que está correto e o que está errado. Claro que quando nos corrigem alguma coisa temos de ver que, às vezes, estão certos. Afinal, só querem o nosso melhor.

Quais foram os momentos altos da sua carreira?

Cada vitória que alcanço numa etapa é sempre um momento alto, um momento que fica guardado na memória.

Quer dar exemplos?

A minha primeira vitória na Liga Moche, no ano passado [2013]. É um momento que irei guardar para toda a vida.

Em que praias mais gostou de surfar, dentro e fora do país?

No Guincho, na Poça, em Peniche… De norte a sul de Portugal há praias com boas ondas. Das praias lá fora, gostei do Havai e de várias praias, como a típica (Banzai) Pipeline, que toda a gente sabe o que é. E as viagens que fiz para representar Portugal…

Por que etapas já passou este ano? Já cumpriu os objetivos programados para 2014?

Não, ainda não cumpri, porque o ano ainda não acabou e, para cumprir esses objetivos tem de ser até ao final do ano. Os objetivos são a Liga Moche, onde quero dar o meu melhor e tentar ganhar, ser campeã nacional. No Pro-Júnior Europeu também quero obter o melhor resultado.

Em que competições já entrou?

A mais importante, em Portugal, é a Liga Moche, porque é uma etapa em que entram os melhores surfistas de Portugal e onde há muito nível, quer nas raparigas, quer nos rapazes. É uma etapa que todos gostamos de fazer. Já tive também a oportunidade de entrar no WCT [World Championship Tour] das raparigas, que é o campeonato mais importante do mundo, onde entram as 16 melhores do mundo… Adorei!

O incidente de Maya Gabeira, no ano passado, na Praia do Norte, Nazaré, influenciou a sua atitude perante o mar?

A Maya faz ondas grandes, enquanto eu faço competição e ondas normais, não de 20, mas de um metro. Todos nós devemos ter respeito pelo mar. Acredito que ela tenha o mesmo respeito, mas trabalhou para aguentar aquele mar, apesar de não ter corrido tão bem desta vez, mas continua a tentar.

Até onde a leva o surf?

Quero chegar ao topo e vou trabalhar para isso.

Texto: Patrícia Serrado

Compartilhar
Artigo anteriorTerapias capilares regenerantes | SAPO Lifestyle
Próximo artigoTestes genéticos nas crianças com perturbações do desenvolvimento

Deixe uma resposta