Tipos e causas da disfunção ejaculatória

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O complexo processo da ejaculação é fundamental para a dinâmica sexual do homem e do casal, e é indispensável para a reprodução. A sua disfunção é frequente motivo de procura de consultas de Sexologia e de Andrologia. Atinge frequentemente homens jovens, o que aumenta o seu impacto na sexualidade individual e conjugal, especialmente quando é causa de infertilidade. Esta última circunstância é muitas vezes prioritária, sendo por vezes necessário o recurso a técnicas de reprodução assistida.

Dentre as várias causas determinantes de uma disfunção ejaculatória relevam as causas psicológicas ou, melhor dizendo, as causas em que os aspectos psíquicos interferem com o controlo cerebral da ejaculação. Existem vários tipos de disfunções ejaculatórias:

Anejaculação

A anejaculação é a ausência completa de ejaculado, estando conservada a sensação orgásmica. A maioria dos casos de orgasmo sem ejaculação deve-se a causas psicológicas, nas quais releva o receio de provocar uma gravidez. Nesses casos, existem ejaculações fora do coito, geralmente sob a forma de poluções nocturnas, ao acordar ou no decorrer de masturbações. Algumas situações neurológicas, as lesões vértebro-medulares e a iatrogenia cirúrgica e medicamentoso podem também ser causa de anejaculação.

Ejaculação retrógrada

A ejaculação retrógrada caracteriza-se pela ausência total ou parcial de emissão do ejaculado, devido ao insuficiente encerramento do esfíncter uretral interno. Assim, o esperma passa da uretra posterior para o interior da bexiga, permanecendo a sensação de orgasmo. A etiologia é frequentemente de origem psicológica, neurológica ou devido à ação medicamentosa.

Ejaculação dolorosa

A ejaculação que é acompanhada de dor deve-se geralmente a processos infeciosos ou inflamatórios do aparelho genital. Quando a causa da dor é psicológica ou psíquica, costuma apresentar-se após a ejaculação e com uma duração que pode durar alguns minutos a vários dias.

Ejaculação reflexa

Nos doentes paraplégicos ou paraparésicos, em que a lesão ocorre acima da vértebra L1, a ejaculação pode acontecer por mecanismos reflexos. Muitas vezes o homem só tem consciência de uma sensação de contratura dos músculos abdominais, sente náuseas e cefaleias. Com o tempo pode vir a sentir uma sensação agradável.

Ejaculação asténica

A ejaculação asténica, também chamada ejaculação babante, incompetência parcial ejaculatória ou pseudo-ejaculação asténica carateriza-se pela diminuição ou ausência de contrações musculares que projetem o esperma, dando-se a ejaculação sem força. Ocorre habitualmente em paraplégicos ou paraparésicos.

Ejaculação retardada

A ejaculação retardada, também denominada incompetência ejaculatória deve-se ao atraso ou à inibição específica dos mecanismos da ejaculação. A etiologia é frequentemente de origem medicamentosa, embora também possa dever-se a perturbações psicológicas e a doenças neurológicas.

Ejaculação prematura

A ejaculação prematura é a mais frequente das disfunções sexuais masculinas, com uma prevalência que atinge, nos países europeus e norte-americanos, cerca de 30-35% dos homens, independentemente da idade. Ejaculação prematura é a situação recorrente em que a ejaculação se produz antes de desejada pelo homem. A principal e mais frequente causa é psicogénica. A etiologia orgânica é relativamente rara, quase sempre devido a processos inflamatórios e/ou infeciosos da próstata e vesícula seminal.

Pode ter como causas certas doenças medulares, assim como a ação de certas drogas ou medicamentos e também pode dever-se a uma glande hipersensível ou a um freio curto. Existem dois tipos de ejaculação prematura: primária, quando surge no início da actividade sexual, e secundária, quando se instala num momento tardio da vida sexual. A ejaculação prematura primária é quase sempre devida a um erro na aprendizagem das primeiras experiências sexuais.

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