Um pouco da história da PNL

Costuma definir-se classicamente a Programação NeuroLinguística como sendo “o estudo da experiência subjetiva e o que se pode fazer com esse conhecimento”, uma definição atribuída a Richard Bandler, um dos seus três criadores.
É vista como sendo constituída por um conjunto de técnicas criadas a partir do estudo de como funcionam as pessoas consideradas como “excelentes” numa determinada área. A esse estudo de pessoas consideradas “excelentes” é chamada a “modelagem da excelência humana” e concentra-se à volta de ferramentas ótimas de comunicação. Procuram-se formas altamente funcionais para comunicação connosco mesmos e com os outros. Pretende-se chegar a uma comunicação de “sucesso”, um termo em si multi-interpretável e que atrai universalmente, toda a espécie de pessoas com os mais variados interesses.

Aparece nos anos 70 do século passado na grande época dos reboliços sociais e culturais na América, à volta da conceituada universidade de Standford no Palo Alto na Baía de S. Francisco na Califórnia, à sombra de “El Palo Alto” uma árvore de 33 metros que deu o nome ao lugar, no centro do Sillicon Valley. Desenvolve-se pela altura do fim do tempo dos hippies e do surgir do movimento yuppie e surge como fruto da curiosidade e impertinência de Richard Bandler (na altura estudante de psicologia, especialista em matemática e terapia gestalte) e John Grinder (especialista em linguística). Ultimamente foi revelado um novo coautor, Frank Pucelik.

Nomes que serviram de fonte para o seu criação foram, entre outros, Perls, Satir e Erickson ligados diretamente à prática da terapia. Outras figuras jogam um papel fundamental no campo conceptual, tais como Gregory Bateson, Jerzy Korzybski e Noam Chomsky…

A PNL mantém-se atual pois a metodologia tem sido largamente sistematizada e enriquecida até aos dias de hoje pelas contribuições de grandes nomes tais como Judith DeLozier, David Gordon, Steve Andreas, Connirae Andreas, Robert Dilts, Cristina Hall, Wyatt Woodsmall, Robert Mc Donald, David Gordon, Tad James, Michael Hall, Richard Bolstad, Lucas Derks… e muito outros.

Por Programação pode entender-se a maneira de organizar a experiência subjetiva de modo a produzir resultados. Uma reprogramação mental do mesmo material sensitivo dá origem a transformações na plasticidade cerebral e a novas possibilidades mentais e comportamentais. Neuro diz respeito aos nossos processos neurológicos. Tudo o que sentimos, pensamos e fazemos nasce nos processos neurológicos dos sentidos. Ponto de partida é a interdependência entre o sistema nervoso central, as impressões sensoriais e a experiência subjetiva. A componente Linguística na sigla PNL refere-se ao uso da linguagem como um elemento fundamental na organização das impressões sensoriais, daí o seu papel na ordenação dos pensamentos, comportamentos e comunicação. A organização da linguagem resulta na criação de um modelo do mundo – um sistema de ideias, recordações, esperanças e convicções que, por sua vez, funcionam como filtros pessoais no consumo e interpretação da informação que nos chega do mundo e da interpretação da informação que temos sobre nós mesmos.

Se no começo se cingia à terapia, A PNL é hoje aplicada em todas as áreas onde se processa comunicação, quer dizer, em todos os contextos da vida.
Podemos considerá-la portanto como o estudo do funcionamento da mente e da nossa experiência subjetiva e como um conjunto prático de ferramentas que é o resultado desse estudo que pode ser aplicado no vasto campo da comunicação. Podemos olhá-la como modelagem de como as pessoas fazem o que fazem e a transformação desse conhecimento num conjunto de “receitas” para desenvolver competências e atingir objetivos. Podemos encará-la também como uma atitude e como um processo de autodescoberta e desenvolvimento pessoal com vista à descoberta e realização da experiência subjetiva individual do significado de vida. Tudo isto no quadro de uma contribuição para um mundo melhor.

José Figueira
Trainer de PNL
Director de formação em PNL-Portugal

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