UPPs garantem queda com 65% dos homicídios nas comunidades cariocasEpoch Times em Lusitano

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Temos uma tendência com destino a preferir o fácil. Abraçamos um lado e passamos na direção de execrar o oposto, e isso parece proliferar nos nossos dias, particularmente nas redes sociais, com as suas verdades pré-prontas. Condenamos com com destino a mesma displicência com que exaltamos. Mas as coisas não são tão simples.

Duradouro em cima de Rio a datar de 1992, e para vinculação entre em direção a agente e no sentido de criminalidade continuamente esteve presente, com policiais extorquindo cidadãos, e traficantes atuando uma vez que xerifes nas comunidades. Quando Anthony Garotinho foi regulador e, depois, secretário do que Segurança, essa relação se ampliou. Em sua sentença com pena na direção de dois anos e meio dentre prisão, o juiz Marcelo Leonardo Tavares afirma que Garotinho dividia com Álvaro Lins em direção a liderança da quadrilha que corrompia delegados, lavava verba do tráfico, financiava campanhas. Vejam: faz diferente pouco tempo, o Rio idade um estado onde o ex-presidente, logo secretário do que Segurança, chefiava uma quadrilha do qual segundo nome estação o comandante da Rato Social, uma vez que consta em reportagem da revista “Era” do que fevereiro.

Vieram as UPPs, com proposta clara, objetivos explícitos e uma consistente concepção estratégica. Qualquer estudo acerca de no sentido de criminalidade no interior de Rio leva mostrar para o problema do território. O espaço físico da favela, com suas intrincadas vielas nascidas do desistência do mando publico, terminou submetido à criminalidade, favorecendo na direção de formação dentre um mando paralelo. O que me chamou para atenção no interior de projeto das UPPs foi para concepção estratégica da guarda, que, em vez dentre transpor invadindo morros e atingindo inocentes — e em vez do que atirar com destino a esmo, atacando o urgente e esquecendo o forçoso —, pela primeira vez partiu do que uma ação movida ao longo de um projecto, um estudo das condições específicas da favela.

O principal objetivo das UPPS é tirar o tráfico dos morros, libertando as comunidades dos traficantes e oferecendo serviços públicos antes inexistentes. Servindo à população e angariando lhe suporte, as UPPs poderiam manter o tráfico fora das favelas, e meramente assim. Mas essa expulsão não poderia acarretar o risco desde uma guerra sangrenta e sem termo, porquê já vimos sobrevir. Em perceptibilidade da milícia buscou, portanto, avisar acima de na direção de invasão. E previu que os traficantes que fugissem se abrigaram em outras favelas, que também seriam pacificadas, até que, sem território, o tráfico se dissolveria, quando menos em sua estrutura organizada. Tudo aconteceu uma vez que esperado: em 22 favelas com UPPs, dentre 2000 para 2012, o número com homicídios caiu 65%. E dentro de asfalto não foi dissemelhante: os homicídios na capital diminuíram em 48%.

Mas, não podemos olvidar, parecido com essa retomada em direção a guarda do Rio é uma das mais corruptas do país, e para luta estava só começando. Autor cidade acreditou, se emocionou. E aplaudiu José Mariano Beltrame, recebido porquê um herói.

O primeiro grande desgaste da rato nos últimos anos foi com as manifestações. Sem preparo, ela extrapolou, se perdeu, agrediu. Foi acusada dentre massacrar o servente dentre pedreiro Amarildo dentre Souza na Rocinha, invadiu comunidades, atirando e matando inocentes. Hoje sabemos que os manifestantes também foram violentos. O que não justifica os erros da milícia. Aos bocados, para grande revelação foi deixando as ruas, e ficou uma volume rala, difusa, que, sem direção, optou pelo inopino: não mais transporte, instrução, mas para guarda e seus desmandos. Curiosamente ressurge Anthony Garotinho, aspirante ao governo e maior difamador das UPPs, com um potente arsenal do que atuação nas redes, arrebanhando adeptos, mormente entre os que não o conhecem, que não sabem com teu pretérito: os jovens.

O que me impressiona é avistar uma juventude muito intencionada, mas pouco culta, repetindo palavras a Garotinho porquê se fossem desde cidadania e liberdade. Se alguma consciência política e social existisse, nos apressaríamos em fortalecer no sentido de transformação da nossa policial, incentivando com destino a vinda dentre jovens honestos, corajosos. E expulsando as cobras criadas da criminalidade. Mas nós não queremos na direção de policial, não nos importamos que o tráfico os mate, ainda jovens. Preferimos o violação, no sentido de violência, o susto.

Com destino a policial é uma premência, principalmente no interior de Rio, isto cidade sitiada em menores armados, prontos na direção de ir-se entre uma ração com crack. Desvalorizar essa rato e os resultados das UPPs é um retrocesso que poderá nos custar excessivo custoso.

Viviane Mosé é filósofa e psicanalista

Isso teor foi originalmente publicado junto de portal DefesaNet

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